A Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE) está a reforçar o apelo para que os consumidores verifiquem sempre os preços expostos nas prateleiras antes de efetuarem o pagamento, e que denunciem qualquer irregularidade detetada.
De acordo com o inspetor-geral da instituição, Paulo Monteiro, em declarações à Inforpress, a IGAE tem realizado diversas inspeções em minimercados e estabelecimentos retalhistas, e uma das principais irregularidades identificadas é a diferença entre o preço apresentado na prateleira e o valor cobrado na caixa.
“Se o produto está marcado a 100 escudos na prateleira, esse mesmo preço deve constar no talão de pagamento”, frisou o responsável, reforçando a importância de o consumidor estar atento no momento de pagar as suas compras.
Monteiro explicou ainda que, caso o cliente encontre uma diferença de preço, deve solicitar imediatamente o livro de reclamações e apresentar uma queixa formal junto da IGAE, anexando provas como o talão ou fotografias do preço exibido na prateleira. Segundo o inspetor-geral, essas provas são fundamentais e podem servir como base num processo contraordenacional, visto que a prática é considerada fraude comercial.
O responsável reconheceu que a instituição tem recebido múltiplas reclamações relacionadas com esta prática, o que levou à intensificação das ações de fiscalização em todo o país. Em várias operações de verificação, foram já aplicadas multas a minimercados e retalhistas apanhados a cobrar valores superiores aos anunciados.
Na cidade da Praia, muitos consumidores têm manifestado descontentamento com a diferença entre os preços exibidos nas prateleiras e os cobrados nas caixas registadoras, pedindo mais transparência por parte dos comerciantes e uma fiscalização contínua da IGAE para garantir o cumprimento das normas e proteger os direitos dos consumidores.