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Nova Lei de Bases do Emprego Público Aprovada na Especialidade

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A proposta da nova Lei de Bases de Bases do Emprego Público (LBEP) foi aprovada na especialidade, em sede da 1ª Comissão Especializada, numa sessão que arrancou esta quarta-feira, onde foi concluída a aprovação de 159 dos 213 artigos, tendo os restantes 54 sido aprovados esta quinta-feira, 05 de janeiro de 2023.

Com a conclusão desta etapa, o diploma, aprovado na generalidade, no Parlamento, a 24 de junho de 2022, e cuja discussão na especialidade arrancou a 16 de novembro de 2022, altura em que foram aprovados 16 artigos, segue novamente para a sessão Plenária do Parlamento, desta feita para apreciação e votação na globalidade, seguindo, na sequência, para a Presidência da República, para efeito de promulgação, e posterior publicação.

A discussão e aprovação das mais de duas centenas de artigos desse importante instrumento, que há muito se espera ver aprovado e implementado, no geral, decorreram, conforme a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública (MMEAP), Edna Oliveira, de forma tranquila.
“Esta LBEP introduz uma nova visão sobre a Administração Pública e a prestação do serviço público, porque muda o foco do conceito de cargo para o conceito de função, considerando que, até o momento, os funcionários têm sido remunerados pelo cargo que ocupam, independentemente da função que desempenham. Isto significa dizer, por exemplo, que, até hoje, dois técnicos que desempenham a mesma função de jurista, sendo que um ocupa o cargo de técnico numa carreira de regime geral, e o outro numa carreira de regime especial, auferem salário diferente.

O jurista do regime geral aufere, no nível I, cerca de 67 mil escudos, e o jurista na carreira de regime especial, recebe um salário de 109 mil escudos. Com este diploma a perspetiva é, independentemente do cargo e da carreira, desde que a função seja a mesma, o salário ser o mesmo”, explicou a governante à imprensa, quando questionada sobre as inovações do novo diploma.

O que se pretende, prosseguiu a Ministra, é introduzir uma maior justiça e igualdade, e, igualmente, tentar debelar a fuga de quadros, muitas vezes, dentro da própria Administração Pública. “As vezes verificamos um determinado técnico que está enquadrado num cargo de uma carreira do regime geral a querer sair do seu serviço ou do seu departamento para ir para um outro serviço, com a expectativa de integrar numa carreira do regime especial e ter a possibilidade de auferir um salário mais elevado, o que causa muita instabilidade no funcionamento do serviço”, indicou.

Por isso, assegurou a governante, “estamos perante uma proposta que se faz necessária”, tendo em conta que a primeira Lei de Bases da Função Pública é de 2009.

“Considerando que da aplicação da lei de 2009 resultaram um conjunto de disfunções e que, inclusive, à data da sua aprovação foi muito contestado, tanto por parte dos funcionários, como das associações sindicais, nomeadamente, em relação à questão de ter colocado em situação de precariedade o pessoal que desempenha funções de apoio operacional e de assistente técnico, que até então estavam vinculados por nomeação e, a partir de 2009, passaram a estar vinculados por contrato de trabalho a termo, o que trouxe muita instabilidade, insatisfação profissional e pôs em causa a autoestima desses funcionários; considerando ainda que algumas normas desse diploma já foram declaradas inconstitucionais pelo Tribunal constitucional, claramente esse diploma, cerca de 14 anos depois, precisa ser revogado, pelo que a perspetiva é de resolver uma série de disfunções e injustiças de forma definitiva”, garantiu a Ministra, sublinhando a anuência das associações sindicais, que se têm mostrado expectantes com a implementação desse importante instrumento.

Refere-se que, entre as inovações da nova LBEP, destacam-se, ainda, a introdução da forma de vinculação por contrato de trabalho por tempo indeterminado, o aumento da licença de maternidade de 60 para 90 dias, a introdução da licença parental, introdução da figura do teletrabalho ou do trabalho misto, e possibilidade de permanência na função pública até aos 70 anos, quando haja o acordo do funcionário e interesse da Administração Pública.

Fonte: Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública

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CVA retoma voos entre Cabo Verde e Recife

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A Cabo Verde Airlines (CVA) vai retomar as ligações aéreas entre a Cidade da Praia e o Recife (Brasil) a partir de 6 de maio, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil.

Segundo as informações disponíveis, a companhia aérea cabo-verdiana já recebeu as autorizações necessárias de pouso e descolagem e pretende operar duas frequências semanais, às quartas e quintas-feiras, utilizando um Boeing 737.

O regresso da rota Praia–Recife representa também uma nova alternativa para os passageiros do Nordeste brasileiro que desejam viajar para Lisboa ou Porto, com conexão em Cabo Verde e possibilidade de seguir viagem através da Easyjet.

Em dezembro, autoridades da Agência Cabo-verdiana de Aviação Civil reuniram-se com a Anac em Brasília, onde assinaram um acordo de cooperação internacional para fortalecer as relações no setor da aviação civil entre os dois países.

Um dos principais fatores que possibilitou a retomada dos voos foi a recuperação da certificação ETOPS 120, essencial para operações transatlânticas com aeronaves bimotores. Essa certificação define o tempo máximo que o avião pode voar com apenas um motor até alcançar um aeroporto alternativo, garantindo segurança em rotas longas sobre o oceano.

Após ter perdido essa autorização durante o período de reestruturação e pausa nas operações, a Cabo Verde Airlines volta agora a atender todos os requisitos técnicos para cruzar o Atlântico com segurança.

A reativação dos voos para o Brasil e, futuramente, para os Estados Unidos, tem sido uma demanda recorrente tanto dos estudantes cabo-verdianos como da diáspora residente no exterior.

A Inforpress tentou obter mais detalhes junto da direção da companhia sobre a nova rota e possíveis expansões, mas não obteve resposta até o momento.

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Mau tempo cancela viagens marítimas no Fogo

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As más condições do mar na ilha do Fogo levaram à suspensão das ligações marítimas entre Fogo, Brava e Santiago nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. Segundo informou a CV Interilhas, o mau tempo também impediu a atracação do navio Kriola no Porto de Vale dos Cavaleiros, na noite de quarta-feira, 11.

De acordo com a transportadora, durante a aproximação ao porto não estavam garantidas as condições mínimas de segurança devido à forte ondulação e às calemas registadas na zona. Por razões técnicas e de segurança marítima, a tripulação optou por não realizar a manobra e o navio seguiu viagem para a ilha da Brava, conforme o protocolo operacional.

A empresa explica que os passageiros foram informados previamente sobre a avaliação do estado do mar e alertados para possíveis alterações nas viagens. Todos os clientes afetados estão a receber a assistência necessária, conforme a política de atendimento da companhia.

Com a persistência do mau tempo, as viagens Fogo–Brava, Brava–Fogo e Fogo–Santiago permanecem suspensas até nova atualização. A CV Interilhas reforça que continua a monitorizar as condições meteorológicas e marítimas e que as operações só serão retomadas quando houver garantia total de segurança para os passageiros e tripulações.

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Portugal: Cabo-verdiano é assassinado a tiros dentro de carro em Queluz

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Um homem cabo-verdiano, identificado como Flávio Alexandre Dias Monteiro, de 32 anos, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, 2 de fevereiro, em Queluz, no concelho de Sintra (Portugal). O crime ocorreu por volta das 21h30, quando a vítima estava dentro de um Porsche Panamera estacionado na via pública.

De acordo com a Polícia de Segurança Pública (PSP), Flávio Monteiro foi atingido por vários disparos enquanto estava ao volante. Quando os agentes e os bombeiros chegaram ao local, o homem já estava sem vida. O automóvel apresentava vidros partidos e o corpo tinha múltiplos ferimentos, principalmente no rosto.

Testemunhas relataram ter ouvido rajadas de tiros, levantando a suspeita de que tenha sido usada uma arma automática de calibre de guerra. No local, as autoridades recolheram invólucros de munições que reforçam essa hipótese.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar o caso e recolheu vestígios que possam esclarecer as circunstâncias do crime. As primeiras informações apontam para um possível ajuste de contas. A área onde o homicídio ocorreu, uma zona residencial, foi isolada pela PSP durante as investigações.

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