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Cabo Verde vai ter Bancos Digitais? Sim!

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O parlamento de Cabo Verde aprovou, por unanimidade, a criação de bancos digitais e a sua atividade financeira no país via Internet, sob supervisão do banco central. A iniciativa foi apresentada pelo Governo e recebeu votos favoráveis de todos os 60 deputados presentes.

Os bancos virtuais ou digitais estarão sujeitos ao mesmo regime de autorização e funcionamento que os bancos convencionais e serão regulamentados pelo Banco de Cabo Verde. A nova lei visa tornar os processos de financiamento mais céleres e eficazes e reduzir as taxas de juros aplicáveis às operações de crédito.

Na sua declaração de voto, o deputado Démis Almeida (PAICV) disse que a sua bancada votou a favor por entender que as tecnologias de informação e comunicação oferecem atualmente um conjunto de oportunidades que o sistema financeiro deve conseguir acolher.

E nesta linha, entendeu que essas oportunidades abrem possibilidade a mais investimentos, criação de postos trabalho qualificado e prestação de serviços bancários digitais, que facilitem os utentes do sistema financeiro e da banca comercial.

Segundo o preâmbulo da lei, os bancos virtuais ou bancos digitais podem ser definidos como bancos que fornecem principalmente serviços bancários de retalho através da Internet ou outras formas de canais eletrónicos, contrariamente ao modelo tradicional, de agências físicas.

A proposta de lei define que “compete ao Banco de Cabo Verde, enquanto autoridade de regulação e supervisão, verificar o cumprimento dos deveres preventivos e das obrigações” das entidades que “pretendam exercer atividades com ativos virtuais, no território nacional”.

O Governo admite ainda que os “bancos virtuais ou bancos digitais, cujos modelos de negócio se baseiam na tecnologia, poderão trazer inúmeras vantagens para o sistema financeiro cabo-verdiano”, designadamente “aumentar a concorrência no sistema, através da expansão da oferta de produtos e serviços devido ao uso de recursos tecnológicos mais avançados e especializados”, mas também o acesso ao financiamento para as pequenas e médias empresas, “uma vez que a tecnologia reduz as assimetrias de informação”.

O executivo quer “tornar os processos de financiamento mais céleres e eficazes” e “reduzir as taxas de juro aplicáveis às operações de crédito”.

Nesta conformidade, numa primeira abordagem, os bancos virtuais ou bancos digitais estarão sujeitos ao mesmo regime de autorização e funcionamento que os bancos convencionais.

Entretanto, o Banco de Cabo Verde poderá regulamentar, por aviso, as condições de acesso ao mercado, monitorizando e avaliando continuamente este modelo de negócio digital, “emitindo, quando apropriado, normas específicas ao modelo de negócio, sem, contudo, prejudicar a inovação tecnológica”, define a legislação proposta.

Em Cabo Verde operam sete bancos com licença genérica, comerciais e que empregavam no início de 2022 praticamente 1.300 trabalhadores.

Com informações de noticiasaominuto

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Governo lança sistema de alertas para toda a população até 2027

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O Governo anunciou, em dezembro de 2025, a iniciativa “Alertas Precoces para Todos” (EW4All), com o objetivo de implementar sistemas de alerta multirriscos acessíveis a toda a população até 2027, reforçando a proteção contra desastres naturais e eventos climáticos extremos.

De acordo com informações oficiais, o EW4All permitirá a disseminação de alertas por telemóvel, rádio e televisão, fortalecendo a capacidade de detecção, comunicação e resposta rápida a emergências. A iniciativa está alinhada com as metas nacionais de adaptação climática, redução de riscos e proteção social.

O Governo destacou que, com o apoio das Nações Unidas, Cabo Verde dá mais um passo na criação de comunidades seguras e resilientes, integrando esta iniciativa a outros programas, como o SOFF e projetos financiados pelo Fundo Verde para o Clima.

O conceito de “Alertas Precoces para Todos” baseia-se em sistemas capazes de antecipar desastres naturais, fornecendo informações em tempo útil para que a população possa agir de forma segura e minimizar danos. Esses sistemas combinam dados científicos e tecnológicos, incluindo previsões meteorológicas e monitorização de fenómenos naturais, e garantem a comunicação eficaz através de vários canais de mídia.

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Startup cabo-verdiana vence prémio de inovação nos PALOP

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A African Coders, startup de Cabo Verde dedicada à criação de soluções digitais para valorizar o talento africano, foi a grande vencedora da 10.ª edição do UNITEL Go Challenge, uma das competições mais reconhecidas de inovação e empreendedorismo tecnológico nos PALOP.

O evento decorreu em Luanda, reunindo empreendedores, investidores e especialistas do setor num ambiente voltado para a celebração da criatividade e do impacto da tecnologia no desenvolvimento africano.

Segundo os organizadores, a vitória da African Coders tem um valor estratégico para Cabo Verde, um país que enfrenta desafios de insularidade e dispersão geográfica. A distinção reforça a aposta nacional na tecnologia como ferramenta de integração regional, posicionando o arquipélago como um hub digital de talento e inovação ao serviço de África.

Durante o pitch final, o CEO da startup, Elson Vaz, apresentou uma visão inspiradora sobre o futuro digital do continente, defendendo a criação de empregos sustentáveis como chave para reter talentos africanos e impulsionar o desenvolvimento económico e tecnológico local.

Elson destacou ainda que a inovação deve ser inclusiva e adaptada à realidade de cada país, acelerando a transição digital africana de forma equilibrada e cooperativa.

Com base nos ideais do panafricanismo contemporâneo, a African Coders promove uma rede de colaboração entre países, empresas, instituições e profissionais africanos, conectando-os ao mercado global de tecnologia. A startup pretende transformar-se numa ponte entre o talento africano e as oportunidades internacionais, reforçando o papel de África como produtor — e não apenas consumidor — de tecnologia.

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Cabo Verde destaca-se no Web Summit Catar 2026 como hub digital africano

Liderada pelo Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, a delegação busca impulsionar a economia digital e debater inovação e desenvolvimento sustentável.

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Cabo Verde participa no Web Summit Catar 2026, que decorre em Doha de 1 a 4 de fevereiro, reafirmando o seu papel como hub digital em crescimento e parceiro confiável no panorama tecnológico internacional.

De acordo com o Governo, esta presença integra a estratégia nacional para impulsionar a economia digital, atrair investimento estrangeiro e valorizar o talento tecnológico cabo-verdiano, posicionando o país como um ator relevante nos debates globais sobre inovação, governança e desenvolvimento sustentável.

A delegação oficial é liderada pelo Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, que cumpre uma agenda de alto nível durante o evento. Ele será orador convidado num dos painéis principais, intitulado “Democracy under pressure”, ao lado do Ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, onde debaterá os desafios das democracias modernas perante a transformação digital e a desinformação.

Durante o Web Summit, está também prevista uma conferência de imprensa internacional, na qual Pedro Lopes apresentará a visão estratégica de Cabo Verde como plataforma tecnológica e de inovação no Atlântico, destacando o país como um destino seguro, competitivo e aberto ao investimento global.

A delegação cabo-verdiana conta ainda com a presença da SONA, empresa internacional de Inteligência Artificial que pretende instalar-se em Cabo Verde para atuar a partir do arquipélago no mercado global, e da AfricanDev, startup nacional especializada em recrutamento de talento africano para empresas do mercado brasileiro, com foco em tecnologia e inovação.

Pedro Lopes participará também no AfriConnect Doha, evento paralelo que promove o encontro de profissionais africanos e da diáspora nas áreas de tecnologia, empreendedorismo e inovação, reforçando o papel de Cabo Verde como ponte estratégica entre África, Europa e as Américas.

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